Não sei escrever canções de Amor (2022)
16 de Setembro de 2022
Todas as músicas compostas e tocadas por João Eleutério.
Frederico Gracias - Bateria nas faixas 2,3,4,8,9,10 e 12
Pedro Eleutério - Violoncelo na faixa 13
Produzido, gravado, misturado e masterizado por João Eleutério entre casa e o Tabaqueira Estúdio.
Foto da capa por Manuela Eleutério
LETRAS
Não sei escrever canções de Amor
Não sou poeta
Não sou cantor
Não sei escrever
Canções de Amor
Sem chão
Guardas a dor
Num frasco de vidro
Junto ao teu coração
Guardas o medo e o pavor
Num saco de papelão
Deixaste a fé
Perdida e sozinha
Num beco escuro e sem luz
Sem hesitar foges do amor
Como o diabo da cruz
Perdes o chão que não é teu
Falta-te o ar
Pintas de negro o ceu
E prendes o olhar
Trocaste o sono
Pela euforia
Mas o teu corpo cedeu
Guardas o choro
Todo pra ti
Num lago que é só teu
Pensamento em ti
Esta insónia que não me deixa dormir
É o teu pensamento em mim
Só ao pé de ti
O que foi já passou
O que vem logo vejo
Não tenho grandes planos
Só quero o teu beijo
O que foi é agora
O que vem é passado
Mas tudo o que eu quero
É ter-te ao meu lado
Nada mais importa
Nem mesmo o que aí vem
Só ao pé de ti
É que estou bem
Ali quer ficar
Suspensa no ar
No alto do monte
A olhar para o mar
Perdeu o horizonte
Sozinha, sentada
O vazio do olhar
Debaixo da Lua
Ali quer ficar
Fazes de conta
Sabes de cor o teu papel
Fazes de conta que é assim
Pões um olhar que não é teu
Começa agora o teu fim
Soltas a raiva que há em ti
Num gesto duro e sem pudor
Já tanta coisa ficou pra trás
Permaneceu o teu amor
Caos em sintonia
Tanta coisa a acontecer
É o caos em sintonia
Sempre tudo ao mesmo tempo
Sempre a pressa e a agonia
Viro o barco, troco o rumo
Perco o sentido e a direcção
Solto o monstro que há em mim
Lanço fogo sem perdão
Tanto fumo tanto fogo
Já sem agua deixo arder
Baixo os braços perco a força
Deixo tudo acontecer
Sempre tudo ao mesmo tempo
Sempre a pressa e a agonia
Tanta coisa a acontecer
É o caos em sintonia
Hoje não estou p'ra ninguém
Hoje não estou pra ninguém
Acordei num dia não
Não me sinto muito bem
Fico colado ao colchão
Hoje não estou pra ninguém
Não me quero levantar
Sinto-me fraco pra enfrentar
Mais um dia a começar
Não me tentem procurar
Hoje não saio daqui
Não me tentem encontrar
Hoje não estou pra ninguém
Deixo tudo por fazer
Viro as costas ao dever
Hoje ninguém me vai ver
Hoje não estou pra ninguém
Fico aqui e fico bem
Amanhã estarei normal
Mas hoje é dia de passar mal