Tempo demais (2025)

 

26 de Setembro de 2025

Todas as músicas compostas e tocadas por João Eleutério.

Frederico Gracias - Bateria nas faixas 1,2,4,5,7,8,11 e 12
Sofia Leão - Voz nas faixas 4,5,7,8,9,11 e 12
Pedro Oliveira - Voz na faixa 9
Rita Calado - Voz na faixa 11

Produzido, gravado, misturado e masterizado por João Eleutério entre casa e o Tabaqueira Estúdio.

LETRAS

Não sei escrever canções de Amor

Não sou poeta

Não sou cantor

Não sei escrever

Canções de Amor

Sem chão

Guardas a dor

Num frasco de vidro

Junto ao teu coração

Guardas o medo e o pavor

Num saco de papelão

 

Deixaste a fé

Perdida e sozinha

Num beco escuro e sem luz

Sem hesitar foges do amor

Como o diabo da cruz

 

Perdes o chão que não é teu

Falta-te o ar

Pintas de negro o ceu

E prendes o olhar

 

Trocaste o sono

Pela euforia

Mas o teu corpo cedeu

Guardas o choro

Todo pra ti

Num lago que é só teu

Pensamento em ti

Esta insónia que não me deixa dormir

É o teu pensamento em mim

Só ao pé de ti

O que foi já passou

O que vem logo vejo

Não tenho grandes planos

Só quero o teu beijo

 

O que foi é agora

O que vem é passado

Mas tudo o que eu quero

É ter-te ao meu lado

 

Nada mais importa

Nem mesmo o que aí vem

Só ao pé de ti

É que estou bem

Ali quer ficar

Suspensa no ar

No alto do monte

A olhar para o mar

Perdeu o horizonte

 

Sozinha, sentada

O vazio do olhar

Debaixo da Lua

Ali quer ficar

Fazes de conta

Sabes de cor o teu papel

Fazes de conta que é assim

Pões um olhar que não é teu

Começa agora o teu fim

 

Soltas a raiva que há em ti

Num gesto duro e sem pudor

Já tanta coisa ficou pra trás

Permaneceu o teu amor

Caos em sintonia

Tanta coisa a acontecer

É o caos em sintonia

Sempre tudo ao mesmo tempo

Sempre a pressa e a agonia

 

Viro o barco, troco o rumo

Perco o sentido e a direcção

Solto o monstro que há em mim

Lanço fogo sem perdão

 

Tanto fumo tanto fogo

Já sem agua deixo arder

Baixo os braços perco a força

Deixo tudo acontecer

 

Sempre tudo ao mesmo tempo

Sempre a pressa e a agonia

Tanta coisa a acontecer

É o caos em sintonia

Hoje não estou p'ra ninguém

Hoje não estou pra ninguém

Acordei num dia não

Não me sinto muito bem

Fico colado ao colchão

 

Hoje não estou pra ninguém

Não me quero levantar

Sinto-me fraco pra enfrentar

Mais um dia a começar

 

Não me tentem procurar

Hoje não saio daqui

Não me tentem encontrar

 

Hoje não estou pra ninguém

Deixo tudo por fazer

Viro as costas ao dever

Hoje ninguém me vai ver

 

Hoje não estou pra ninguém

Fico aqui e fico bem

Amanhã estarei normal

Mas hoje é dia de passar mal